Global News

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Shunt versus Stop
Segunda, 12 Outubro 2009
Á cerca das muitas conversas que temos levado a cabo no seio da associação sobre a utilização... Continuar...
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Síndrome nariz branco
Domingo, 02 Agosto 2009
Síndrome do nariz branco Tendo surgido por volta de 2006, o síndrome do nariz branco já matou... Continuar...
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Eleição corpos gerentes
Sábado, 01 Agosto 2009
  Embora os estatutos tenham que ser alterados, uma das funções prioritárias da próxima... Continuar...
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Congresso anual FPE
Sábado, 01 Agosto 2009
A associação GEONAUTA fez-se representar no congresso ordinário da FPE, que decorreu em Sintra... Continuar...
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Documentário LPN
Sábado, 01 Agosto 2009
O Centro de Estudos e Actividades Especiais da Liga para a protecção da natureza (LPN-CEAE)... Continuar...
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Ano internacional planeta Terra
Sábado, 01 Agosto 2009
A associação GEONAUTA fez-se representar no dia 04/04/2009 na inauguração do "Ciclo de... Continuar...


9DigitalKenÁ cerca das muitas conversas que temos levado a cabo no seio da associação sobre a utilização ou não do ascensor(?) da Petzl chamado de SHUNT, resolvi escrever este artigo de opinião, com base em pesquisas efectuadas na net, experiência própria e num parecer da Petzl de há alguns anos (infelizmente não o consegui encontrar agora), que recomenda a NÃO utilização no Shunt no meio espeleológico como segurança na descensão de vias em corda.

Obviamente que sou conhecedor da opinião da maioria dos formadores da federação, cuja postura é da imposição deste equipamento, NÃO sendo minha intenção colocar o seu discernimento em causa ou afirmar que estão errados. Possivelmente eu é que não estou a ver bem as coisas…

Na minha opinião, a formação de um espeleólogo passa por o ensinar a utilizar correctamente o equipamento de que dispõe ou o melhor que poderá vir a dispor, extraindo do mesmo as suas capacidades e controlando as suas fraquezas, de forma a facilitar a sua progressão em total segurança. Bom, vamos por fases.

No seu site, a Petzl (http://www.petzl.com/en/outdoor/multi-purpose-ascenders/shunt) apresenta-nos o Shunt com um ascensor multi-funções, com o seguinte texto:

 

Concebido para:

  • - Escalada fraccionada (a melhor tradução possível)
  • - Ajudas à escalada

Também bom para:

Para os leigos, o Shunt é este simpático instrumento que aqui vemos aplicado na corda. shuntCom um procedimento de montagem muito simples, este instrumento de aproximadamente 200 gramas tem sido utilizado há décadas com bastante sucesso, mas não é um equipamento perfeito, como alguns já me disseram, e a sua utilização em instrução é, na minha perspectiva, questionável. Em termos de estrutura, temos o corpo de dispositivo, a alavanca de fricção, onde o utilizador está arreatado (ainda vou escrever um artigo sobre o termo “lonjado”) ou suspenso e a cauda (chamada, na literatura técnica em Inglês de “cow tail”), responsável pela permissão do travamento e segurança do utilizador.

Na teoria, quando o inexperiente espeleonauta perde o controlo do seu descensor, que poderá ir de um reles oito (ainda muito utilizado em certos meios espeleológicos!) até ao Simple da Petzl, só tem que largar a cauda e a sua descida é parada após um breve período de amortecimento, em que o sistema de fricção do Shunt desliza pela camisa da corda. E é assim que a coisa funciona, mas…rappel

 Nas minhas pesquisas pela internet, encontrei inúmeros relatos de acidentes com Shunt’s, sem nenhum relatório credível dos mesmos, assim como um muito maior número de sites de associações de espeleologia que defendem a utilização do Shunt em instrução, embora não o façam nos níveis mais avançados de formação. A única questão parece ser, deste modo, a melhor forma de evitar acidentes em formação, instruindo o candidato na utilização de um sistema de segurança que o mesmo não vai voltar a utilizar, pois essa parece ser o caso da maioria dos espeleólogos experientes, pois ninguém pode negar que, ao acompanhar equipas com longos anos de práticas, o Shunt não é equipamento visível em expedições. De qualquer das formas, aconselho a leitura (infelizmente apenas em Inglês) dos seguintes documentos:

http://www.ropeworks.com/s.nl/it.I/id.56/.f (depois escolher “Full report”)

index.php?option=com_remository&Itemid=162&func=fileinfo&id=12(Download Geonauta)

 O primeiro mostra-nos diversos testes efectuados ao equipamento em causa, onde importa realçar:

1 – Em caso de “pânico”, o Shunt falhou redondamente a sua função, pois o utilizador não foi capaz de ter o discernimento de largar o equipamento que, por instrução, lhe foi dito ser “a sua segurança”;

2 – Não foi desenvolvido para trabalhar com cordame inferior a 11mm (incluindo os actuais modelos, vide literatura técnica);

3 – Em caso de encontrar um nó no seu período de amortecimento (fim de corda, por exemplo), o Shunt corre o risco de abrir e separar-se da corda. Um á parte sobre esta afirmação: Consta dos relatórios anexos e de outros sites na internet, embora eu não esteja a ver como tal pode suceder! No entanto, assim que tiver um Shunt na mão, vou experimentar;

4 – De utilização desnecessariamente complicada que, na minha opinião, implica deficiente controlo da corda de controlo e focagem de atenção do instruendo num equipamento que não é responsável pela descensão, como tal, secundário no controle da sua segurança, pois é no Simple (ou outro equipamento em uso) que a sua vida está pendurada;

5 – Ao activar o Shunt como segurança, só quem por lá passou é que sabe a confusão que é retomar a descida, com todos os riscos inerentes á manobra.

Analisemos o Stop (da Petzl) como equipamento único em descensão:

1 – Em caso de pânico, o utilizador pode ter o gesto condicionado de se agarrar ao descensor e deste modo provocar a sua “queda livre”. Idêntico ao Shunt. Se por acção, se por choque, quando o utilizador soltar o aparelho, ambos foram desenvolvidos para bloquear a descida;

2 – Quando já são velhotes, e principalmente os de primeira geração, tem tendência a não bloquear imediatamente ou simplesmente não bloquear. Já me aconteceu muitas vezes e eu assim o permiti, sem tocar na corda de controlo, obter uma descida lenta com aterragem suave, e atenção que eu estava perto dos 100kg (até parece que agora não, hehehe);

3 – Funcionam bem com cordame que pode variar dos 9mm aos 10,5mm (dimensões mais comuns em espeleo), embora sejam de utilização desesperante em diâmetros superiores.

 Deste modo, e analisadas as coisas, temos dois equipamentos que apresentam vantagens e falhas. Na minha opinião, que parece ser comum a muitos outros, a utilização do Shunt prende-se á linha na qual nasceu a escola, neste caso, a velha escola. Foi assim que aprendi e é assim que eu ensino! Eu acho que está errado. Na minha escola, já usávamos Stop antes de lá ir e a postura foi de nos ensinar a utilizar o equipamento de que dispúnhamos. E aprendemos muito! Surpreendentemente(?) não houve acidentes e não chegamos a usar um Shunt excepto na aula de “vamos lá ver como isto se usa”.

Simplesmente o que acho estranho é a filosofia de: Aqui só te ensinamos a usar isto, quando a formação terminar fazes o que quiseres. Ainda mais aplicado a um equipamento de segurança desaconselhado pelo fabricante e com tantas vozes a erguerem-se contra equipamentos e técnicas tão “velhotas”, embora se calhar, admito, ainda correctas (com muitas reservas…)

 A técnica de levar uma mão no cabo de controlo e outra a segurar o descensor e “rabo” ao mesmo tempo não me parece que, por si só, seja mais segura que ensinar a utilizar um Stop em condições. Mesmo em caso de pânico, este último pode minimizar as consequências da queda de forma diferente do Shunt. Isto dito por quem já teve acidentes de formação com o Stop. A segurança activa humana parece ser ainda a mais eficaz em acções de formação.

De toda as formas, não é para já, decisão que nos calhe, pois aos formadores pertence! Embora a coisa possa mudar de figura quando nos calhar na rifa.

 

Um abraço e... opiniões esperam-se.

Luís Guerreiro João

bctlogo
Síndrome do nariz branco
Tendo surgido por volta de 2006, o síndrome do nariz branco já matou mais de 100.000 morcegos nos estados unidos, não existindo até ao momento curas para esta doença, que ameaça ter um impacto enorme na comunidade de quirópteros se continuar a alastrar.
A doença caracteriza-se pelo aparecimento de fungos brancos em volta das narinas e boca do animal, desconhecendo-se se os fungos em causa são a doença em sí, e subsequentemente a causa da morte, ou se são uma consequência de outro factor, indutor da morte dos morcegos. Em algumas colónias no norte dos estados unidos, a taxa de mortalidade foi de 100%.
whitenose
Aparentemente esta doença não é contagiosa ao Homem mas os cientistas envolvidos no estudo do síndrome suspeitam que a actividade humana pode propiciar a espansão do mesmo.
Recentemente, o "Bat Conservation Trust" (BCT), ONG Inglesa representado pelo símbolo que acompanha o artigo, emitiu um manual contendo linhas-guia para todos aqueles que, por qualquer razão, se deparem com uma colónia de morcegos. Embora não tenha sido documentada nenhuma ocorrência desta doença fora dos Estados Unidos da América, parecem ter existido descrições de morcegos que apresentavam fungos na Alemanha e Holanda,  carecendo esta informação de comprovação sobre a sua veracidade e género, podendo ser outro qualquer fenómeno (esperemos!).
Não sendo expectável que esta doença exista entre as nossas colónias de morcegos, pedimos a todos os espeleólogos que se mantenham atentos ao aparecimento de manchas invulgares nos morcegos, tal como exemplifica a foto, NUNCA PERTURBANDO A COLÓNIA. Se no entanto, for verificada alguma ocorrência estranha, efectuar os seguintes passos:
  1. Documentar fotográficamente da melhor forma possível;
  2. Terminar imediatamente a expedição;
  3. Proceder, assim que possível (se não há saída da gruta, assim que cheguem a uma localidade), ao isolamento de TODO o equipamento que entrou na cavidade, por exemplo com comuns sacos de lixo. Segue no ponto 5;
  4. Contactar imediatamente a direcção Geonauta da sua área ou o ICNB (Instituto da Conservação da Natureza e Bio-diversidade), caso não seja Geonauta, informando detalhadamente a ocorrência e a razão da mesma;
  5. Desinfectar o equipamento que foi utilizado na expedição, o que inclui material de espeleologia e vestuário de todos os membros participantes. Aos Geonautas e a quem requisitar, serão fornecidos sistemas de desinfecção.

Para os que dominam a lingua Inglesa, está uma cópia das recomendações do BTC disponível para download nos GEO-ficheiros. Para os que quiserem mais esclarecimentos ou trocar impressões sobre este assunto, por favor façam-no no fórum de Espeleologia.

Cumprimentos

Luís Guerreiro João, Geonauta 001


fpelogoA associação GEONAUTA fez-se representar no congresso ordinário da FPE, que decorreu em Sintra no dia 04/04/2009, em que a ordem de trabalhos foi a apresentação de contas do ano anterior, plano de actividades transacto e para o corrente ano, sendo ainda apresentada e discutida a inclusão de mais uma associada (de Lisboa) e a saída de outras por falta de quotização em dia. A associação GEONAUTA pagou a quota referente a 2009 dos cofres da delegação de Tavira, responsável pelo pagamento desta subscrição há já quatro anos. De resto a assembleia pontuou-se pelos acontecimentos comuns em qualquer colectividade do género, uns a fazer o trabalho todo (bem ou mal lá vão fazendo) e outros a criticar quem faz alguma coisa mas também sem apresentar soluções. Enfim, há coisas que nunca mudam e parecem endémicas de todas as associações do género.

Representaram a associação os sócios Luís Guerreiro João e Ricardo Gamito Severino, respectivamente das delegações de Quarteira e Tavira.

Os sinceros agradecimentos pelo acolhimento e amizade dispensados.

lpnlogoO Centro de Estudos e Actividades Especiais da Liga para a protecção da natureza (LPN-CEAE) efectuou uma mostra do seu último filme sobre o Cabo Espichel, retrospectiva de exploração. Dispondo de meios domésticos, o LPN-CEAE está de parabéns por mais uma vez ter conseguido, a custo de muito engenho, sacrifício e criatividade, resultados fantásticos. O filme visionado, com cerca de 35 minutos, revela os vários passos na exploração do sistema em causa no Cabo Espichel. Com uma surpreendente qualidade de imagem, advinda principalmente (supomos) da mestria do(s) operador(es) de câmara e som, este documentário deverá ser visto por todos os Geonautas Espeleólogos.


A direcção faz aqui uma chamada de atenção para o facto da associação estar munida de uma câmara profissional para que os seus associados possam enveredar por trabalhos do género. Vamos lá colocar à prova os nossos dotes de realizador e produtor de documentários. Quem sabe se não damos origem ao próximo José Rodrigues de la Fuente? Mãos à obra!

Estes vídeos estão disponíveis neste link.

ATENÇÂO - Verificar as normas de divulgação destes trabalhos no mesmo site.

A seu tempo contamos ter o mesmo documentário em DVD nas sedes da associação.

 

unescologoA associação GEONAUTA fez-se representar no dia 04/04/2009 na inauguração do "Ciclo de Conferências e exposição do Ano Internacional do Planeta Terra". A Fundação Cultursintra,  o Comité Português do AIPT (UNESCO),  a  FPE-Federação Portuguesa de Espeleologia  e a AES- Associação dos Espeleólogos de Sintra, organizaram o Ciclo de Conferências e a exposição sobre o Ano Internacional do Planeta Terra, com inicio no dia 4 de Abril na Quinta da Regaleira em Sintra.

A Conferência conta com 3 sessões temáticas, uma sobre  o “Património Geológico e Natural de Sintra”; uma segunda sobre “Estudos, Monitorização e Salvaguarda do Património Espeleológico Vivo e Mineral” e ainda uma terceira sobre o paradigma da Regaleira. Durante a noite pudemos ainda acompanhar uma visita temática pelos Subterrâneos da Regaleira a cargo da Associação dos espeleólogos de Sintra.

A exposição manter-se-á até dia 19 de Abril.

Aconselha-se vivamente todos os Geonautas a, na medida das possibilidades, visitar esta exposição, fruto de muito trabalho e dedicação de associadas da FPE. Para a próxima, pretende-se uma participação activa dos Geonautas, mais não seja como força de trabalho. De cariz obrigatório é a visita à Vila de Sintra, justificadamente património da Humanidade, e em particular à quinta da regaleira, seus edifícios, jardins, história e subterrâneos. Façam-se acompanhar por um frontal e vão descobrir um património saído de um livro de contos.

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